Uma batalhadora

O que para alguns é considerado deficiência, para outros é definitivamente um meio de prosseguir independente das dificuldades. Encontramos assim, pessoas especiais que mesmo com deficiências físicas, que levam a vida muito mais normal, que muitos outros por ai.

Um exemplo de vida é o de Karine Soares Mendonça, 24 anos. Quando nasceu teve um tipo de paralisia pouco conhecida. Anoxia Neonatal (falta de oxigenação no cérebro) em conseqüência disso Paralisia Cerebral. (Diplégia espática grave) afetando os três membros inferiores.

Estudante do curso de Licenciatura de Pedagogia da faculdade IESB da L2 Sul, Karine mora com a mãe Maria Zenaide, 50 anos. As duas moram sozinhas e tem uma vida bem agitada na semana.

Ao acorda ás 07h, Karine faz a higiene pessoal com independência. Tomar banho, escova os dentes, se trocar. Sai de casa ás 08h da manhã, acompanhada pela mãe, que a leva até o IESB para fazer a transferência da cadeira comum para a cadeira motorizada, que fica na faculdade.

 Faz estágio na escola classe 413 Sul. Pelo programa Bolsa Universitária do GDF. Em troca o governo paga uma bolsa integral de 100%, como auxiliar de apoio pedagógico das 09h ás 13h.

Quando chega atrasada no estágio fica das 10h00 ás 14h00. Geralmente, os atrasos ocorrem quando Karine demora a se arrumar. Ou quando, dorme demais e acaba perdendo a hora. Por causa do cansaço e das dores na coluna, devido a postura, às vezes precisa passar um longo período na mesma posição estudando.

 Apartir das 13h00 vai para o IESB estudar. Dependendo da sua condição de saúde vou para a biblioteca onde muda um pouco de posição no sofá da biblioteca. Ás 19h15 começa a aula e vai até ás 22h00. Sempre que possível sair as 21h50 para não perde o horário do ônibus. Sua mãe, que trabalha na avenida L2 Sul, sempre passa para pega-lá na faculdade depois da aula.

O dia de Karine segue assim de terça a Sexta-feira. Na segunda feira muda um pouco. Pois, hidroterapia no Centro Médico Hospitalar localizado ao lado do IESB. Assim que sai do estágio vai direto para o Centro Médico, almoça e fica aguardando seu atendimento das 16h ás 17h.

Aos sábados e domingos dorme até as 11h da manhã. A tarde estuda um pouco. Não sai para passear nas horas vagas do final de semana, prefere ficar em casa escutando música ou lendo um bom livro e descansando. Karine passa por muita dificuldade dentro do ônibus. Sempre encontra o banco para reservado para pessoas especiais ocupados. Então se acomoda nos outros bancos, que são mais desconfortáveis.

Lida também com motoristas grossos e sem paciência. Que muitas das vezes não param ônibus. Ou reclamam quando ela vai descer. Por outro lado encontra motoristas, cobradores e  pessoas gentis que ajudam na hora da descida ou quando esta entrando no ônibus.

O sonho

karine na epóca de ensino médio.

 Seu maior sonho e concluir seu doutorado em Educação especial. Forma-se em professora e ajudar as pessoas com deficiências físicas. Sempre gostou de estudar, sua mãe sempre apoiou em tudo. Não se sente diferente das outras pessoas. Pelo contrario faz muito mais coisas que uma pessoa normal pode fazer. Já fez Equoterapia terapia feita com cavalos, natação, dança e pintura, entre outras. Já ganhou concurso de dança.  A única coisa que gostaria de fazer sem a cadeira de rodas, seria aprender andar de bicicleta.  . “Acho Muito legal ver as pessoas pedalando, ao ar livre. “Alem de fazer bem para o corpo e mente.”

Karine Soares de Mendonça viver sua vida ao máximo possível, aproveita cada segundo para estudar e fazer o que gosta.  Transformando cada dificuldade do dia-a-dia em degraus rumo a sua felicidade. Jamais desistiu de lutar, pois saber que com sua fé e força de vontade ela conseguir conquistar todos os seus ideais.

Será que nossos problemas são grandes????

O vídeo em anexo conta uma história real de um rapaz que sonhava ser triatleta e participar de competições de IronMan (3,8 Km de natação, 180 km de ciclismo e 42 Km de corrida).

Até então, nada de espantoso, porém, a vida lhe trouxe algo inesperado.

Ele foi acometido por uma doença degenerativa, e seu pai, um senhor de 54 anos, não hesitou em realizar o sonho do filho. O amor vence todas as barreiras.