Um mestre na quadra da Aruc

Um dos principais nomes do samba nacional desembarca em Brasília e abre, hoje, as portas do fim de semana em grande estilo. É ele mesmo, Arlindo Cruz. Direto da Piedade, Zona Leste carioca, ali pertinho do Méier, Engenho de Dentro e… Madureira. Foi neste subúrbio da Cidade Maravilhosa que o sambista nasceu. Ao longo dos 52 anos de vida – desses, 45 de estrada –, comemorados nessa semana, o cantor, compositor, intérprete e instrumentista morou em Jacarepaguá, passou alguns verões em Copacabana), até chegar ao Recreio, onde vive há 14 anos. “Sou carioca da gema, como no dito popular. Morei em muitos bairros do Rio, do subúrbio, principalmente”, recorda-se Arlindo, em entrevista concedida ao Jornal de Brasília, por telefone. 

O músico volta à cidade e à Escola de Samba Aruc para apresentação única, nesta sexta (16), a partir das 21h. A festa celebra outro aniversário, o do grupo candango Raça Popular, que completa 25 anos de samba de raiz. A roda terá as participações de Carlos Belfort (afilhado de Cauby Peixoto e da saudosa Jovelina Pérola Negra), Rogerinho Ratatúia, Renato Milagres (sobrinho de Zeca Pagodinho) e Dhy Ribeiro, além dos grupos brasilienses Samba em Família e Kanella de Cobra. 

Projetos

Entre seus projetos, Arlindo adianta a possível gravação de um DVD em Salvador. “Não está nada confirmado, mas quero fazer essa parceria Rio-Bahia”, diz, em rimas. O suburbano carioca participa, ainda, do songbook do mestre João Nogueira. No horário nobre, o sambista aparece, diariamente, com a faixa Griselda – homônima da personagem de Lilia Cabral, em Fina Estampa (TV Globo). “Adoro a Lilia. Nos encontramos e ela disse que era minha fã. Quase não acreditei e respondi: ‘Eu que sou seu fã, há muito tempo.’ Acompanhei Divã, no cinema e na TV. Gosto do trabalho dela”, derrete-se, de artista para artista. A canção, que tem a participação de Zeca Pagodinho e Sombrinha, está no repertório de hoje, na Aruc: “Boa ideia, vou incluir no show. O povo gosta de ouvir música que está na novela das nove”, acredita. 

Por falar nisso, o cantor adianta que vai tocar O Bem e Meu Nome é Favela, do último disco, Batuque de Romance, além de Bagaço da Laranja, Camarão que Dorme a Onda Leva, e, claro, Madureira, ou melhor dizendo, Meu Lugar. “Não pode faltar” (risos). Foi depois dessa música que alcancei a notoriedade, foi o carro-chefe do álbum Sambista Perfeito, de 2007”, diz, sem falsa modéstia. Abram alas, o samba pede passagem! “Madureira…”  

 Arlindo Cruz e banda  – com Carlos Belfort, Rogerinho Ratatúia, Renato Milagres e Dhy Ribeiro, além dos grupos brasilienses Samba em Família e Kanella de Cobra. 

Amanhã, às 21h, na Aruc (Cruzeiro Velho). Ingressos: R$ 30 (individual) e R$ 250 (mesa para 4 pessoas, em área vip). Pontos de venda: Lojas Aloha (Conjunto Nacional, Alameda Shopping, Terraço, Taguatinga Shopping), Secretaria da Aruc e Supermercado Veneza. Informações: 3361-1649, 9159-4843 ou 9826-1557. Não recomendado para menores de 14 anos. 

 
Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br