Quando o sonho supera a realidade

Muitas vezes, impecilhos nos impedem de alcançar sonhos. Isto pode até parecer tema de livro de auto-ajuda, mas nos deparamos todos os dias com esta realidade. Em Brasília, cerca de 250 mil pessoas possuem algum tipo de deficiência, algumas nascem com elas, outras infelizmente, muitas delas são seqüelas de acidente.

 Um exemplo, à dona de casa Cleonice Ferreira da Rocha, 39 anos. Sua vida mudou no dia 09 de agosto de 1998, quando viajava de carro, rumo a Minas Gerais para a casa da sua sogra. Estavam dentro do carro, seu primo que estava dirigindo, seu esposo, no banco da frente e sua irmã, sua filha e seu sobrinho que estava no seu colo no banco de trás. Todos estavam de cinto de segurança menos Cleonice, que se recusou a colocar.

Quando se depararam com um acidente na rodovia, havia vários pedaços de madeira sinalizando-o. Seu primo tentou desviar, mas não conseguiu. O carro acabou capotando. Com o impacto Cleonice foi arremessada pela janela a 300m do carro. “Ficamos uma hora procurando minha esposa no meio da mata, até encontrar-mos ela desacordada”. Deixando as outras vítimas com ferimentos leves, o acidente ocorreu as 05h00 da madrugada. O socorro só foi chegar as 07h00 da manhã que foi dado por um ônibus, de um grupo sertanejo, que passava pelo local. Ao chegar ao hospital da cidade mais próxima Urucuia – MG, foram todos examinados menos Cleonice Ferreira da Rocha.

Seu estado era grave. Sua transferência por ambulância, foi feita às pressas para Brasília, onde recebeu o atendimento ás 14h30 da tarde no Hospital do HRAN na W3 Norte. Logo após o atendimento, foi pedida a remoção para o Hospital de BASE, seu estado era muito grave. Passou dezessete dias em coma. Durante os primeiros oitos dias ficou na emergência esperando vaga de transferência a para a UTI. Os médicos chegaram a desenganar a família, chegaram a dizer que não teria chances de sobreviver. Pois o acidente era muito grave, tinha a deixado paralítica, e com amnésia. “Não desistir da minha esposa. Sabia que ela era forte o suficiente para vencer aquela situação.”

Após acorda do coma teve alta para começar seu tratamento no Hospital de Apoio. Mas foi levada para casa. Ficou apenas dois dias, Sem condições de andar e falar. E com ataques de amnésia. Não se adaptou. Seu esposo Antônio Estácio das Virgens sem saber o que fazer, ligou para o hospital para reclamar das condições que sua esposa estava. E foi informado que eles teriam feito à remoção da paciente errada. Após a reclamação Cleonice Ferreira da Rocha foi removida para o local certo o Hospital de Apoio localizado na Asa Norte por três meses, onde ganhou uma cadeira de rodas. Usada por duas semanas enquanto estava fazendo o tratamento no Hospital de Apoio.

Superar era preciso

Incentivada pelo esposo Antônio Estácio das Virgens, 38 anos, que sempre acompanhou todas as consultas e fisioterapias.  Esperançoso, não desistiu. “Não gostava de ve-lá naquela cadeira de rodas, então resolvemos guarda-lá e incentivar a andar sem ela. E conseguimos”. Cleonice Ferreira da Rocha precisava de cuidados especiais, sem condições de andar e falar. Usava fraldas e necessitava de ajuda no banho e para se alimentar.

Os familiares se revezavam nos dias da semana, para ajudar. Pois seu esposo trabalha e só tinha duas folgas e os finais de semanas livres para cuidar da esposa. Em casa tentava dar os primeiros passos, começou a andar, mas com dificuldade. Sentia vergonha das pessoas por não andar direito. No começo chegou a pensar que não havia mais solução para seu caso. Pois os médicos não acreditavam na sua recuperação. Mas sua família não desistiu, tinha fé que ela iria passar por tudo aquilo.

Iniciou um novo tratamento no Hospital SARAH na W3 Sul, foram seis meses de fisioterapias. Já estava conseguindo sua independência para andar e falar. Contando com as três cirurgias na garganta, um tipo de raspagem para recuperar a voz. Não se importava mais com os olhares de indiferença das pessoas preconceituosas. Cada dia de esforço era uma vitória. Após dois anos, voltou a trabalhar, exerce tarefas domésticas e cuida de suas filhas.

Hoje com 39 anos, Cleonice Ferreira da Rocha superou todas as dificuldades, não desistiu do seu sonho de se recuperar. Deixou até mesmo os médicos assustados com sua força de vontade e rapidez com que se recuperou. Se sente uma mulher realizada após ser mãe pela segunda vez de Carla Vitória Estácio, 06 meses. Que é o xodó da família, a única coisa que não consegue mais fazer e correr.

E sente muito falta, pois gostava de fazer exercícios físicos. Mas não deixou esses detalhes abalarem sua vida, continua lutando pelos seus ideais e sonhos um deles e casar na igreja de véu e grinalda. E manda um conselho para todas aquelas pessoas que foram vitimas de acidentes, “Nunca se abater por qualquer coisa, pois a esperança e a última que morre”.

Uma fatalidade

 

Era uma manhã, estava sol, o dia perfeito para se divertir, era 25 de Julho de 1967, terça-feira. Saímos em nossa lancha, ela tinha um motor de popa de sessenta cavalos deixando o clube Cota Mil em direção ao Iate Clube de Brasília, onde aconteceria a gincana. Diversas equipes precisavam cumprir uma série de tarefas. “Não queriam, em hipótese alguma, me levar. Isso é coisa de gente grande! Mas tanto fiz que fui.”

A primeira tarefa seria no Minas Tênis Clube, Eu, meu pai e meu primo descemos para encontrar uma pessoa que nos daria orientações. O nome dessa pessoa estava na carta. E a carta ficara na lancha, onde estava a minha mãe. Liguei o motor e pedi a carta.

Ao pular de volta no lago com a carta, esbarrei no mancho (acelerador) e o acionei violentamente. “Bati a cabeça no casco e desmaiei. Desapareci no fundo do lago e a água ficou toda vermelha.”

O socorro foi imediato: Quem o tirou da água foi um atleta que estava em uma lancha próximo ao local do acidente. Não dava tempo de aguardar a ambulância, o colocaram em uma combi com vários médicos que passavam o domingo no Minas Brasília Tênis Clube. Foi atendido na emergência do hospital de base, a equipe de médicos que estava de plantão foi muito mais que competentes. Fizeram o impossível, pois eu estava mais morto que vivo! Durante a cirurgia de emergência aqui no plano terreno, meu avô, com sua fé e auxiliado pelo irmão Francisco, esteve com os médicos no momento da operação, por meio de uma energia sutil e especial, auxiliando espiritualmente durante todo o processo.

 E não apenas isso, a proteção especial também me foi concedida por meio de uma especial rede protetora que se chama AMOR.  Alexandre de Andrade Mascarenhas tinha apenas 10 anos de idade quando sofreu uma fratura no crânio, que provocou uma lesão cerebral. Deixando-o sem os movimentos do braço e da perna esquerda.

 Teve que passar pelo Hospital SARAH logo no inicio do tratamento, passou seis meses na condição de cadeirante. Passou vários meses dependentes de uma muleta canadense. Até que voltou a caminhar livre e independente. Decidi não parar a minha vida em função de uma posição de vítima.  Recebi muito amor de familiares, principalmente dos meus pais e amigos. O que ajudou muito na minha recuperação.

 

Um novo rumo, uma nova história

 

   

“A minha vida, portanto, continuou segundo seu próprio rumo”. Não chegou a perder nenhum ano na escola, terminou o básico, fez o médio e entrou na universidade. Realizou o curso que desejava Comunicação Social (Jornalismo). Ainda no segundo semestre da UNB, conseguiu um emprego no jornal de Brasília e iniciou, bem cedo, a sua carreira, como jornalista.

Trabalhou na revista Veja, na Radiobrás, no jornal José, no CNPq (divulgação cientifica), na UCB (Universidade Católica de Brasília), onde foi gestor do projeto Novo Sol. Criou e assumiu a assessoria de comunição da Check-check e teve uma intensa atividade cultura (literatura e teatro) principalmente aqui em Brasília. Morou dez anos no sul do país em Florianópolis com a esposa e a filha.

 Foi muito descriminado pelas pessoas preconceituosas e sofre com isso até hoje, depois de 42 anos após o acidente. Já foi colocado para fora de lojas consideradas chiques (verdadeiros chiqueiros com gente porca), um velho, sindico do condomínio onde morava em Florianópolis, com a intenção de ofende-ló em público o chamou, aos berros, de aleijado (entrei com um processo na comissão de Direitos Humanos da OAB/SC). Hoje Alexandre de Andrade Mascarenhas, 52anos, trabalha na faculdade IESB há três anos, como professor do curso de Jornalismo, desde Setembro de 2006 e ama o que faz.

 

 

Ser jornalista dói

 Vida de jornalista não é faci!l
Victor Martins
Da equipe Manual dos Focas

Ser jornalista não é fácil, não dá para confundir com a profissão de ator, apresentador de talk show ou cozinheiro (não que tudo isso seja fácil). Ser jornalista dói. Você pode até se tornar um repórter burocrático, mas essa profissão é avessa a isso.
Na redação de jornal, o clichê é verdadeiro: mata-se um leão todos os dias. E não é dos mais mansinhos.
Quando se assina um contrato de trabalho, em letras invisíveis consta que aceitamos não ser mais donos do nosso tempo. Para ser jornalista é preciso desapego: de tempo, de sono e às vezes de família.
Não que a profissão seja ruim, ela só é árdua. Aquelas coisas que nos dizem na faculdade de que o “jornalista tem de ir fundo na lama para achar uma bela flor”, é verdade. Só que a lama é muito mais pesada, por isso é preciso gostar, ter reportagem na veia.
Ao escolher ser jornalista é preciso saber algumas coisas. A primeira, é que nunca deve-se marcar um compromisso para a hora do almoço ou para o fim do expediente. Não há como saber a hora em que você vai sair ou onde estará quando suas horas contratuais acabarem.
A segunda: Você vai ter fins de semana, mas não são tantos. No mais, muitos corpos e homicídios frequentarão suas lembranças. Nem sempre o lead aparecerá fácil. Em alguns dias, você vai ter medo da repercussão da sua matéria. Em outros, vai se sentir grandioso.
É preciso saber ainda que jornalista anda de mãos dadas com deus e o diabo, só não dá para saber quem está a cada lado. Por isso, o repórter nunca é ingênuo e sempre tem alguma intenção. Se não, alguma merda acontece. Ser jornalista não é ruim, é emocionante. A redação é o quartel general. A rua, o escritório, campo para viver coisas que muita gente só verá pela televisão ou por imagens impressas.

Caso: Ana Lídia o mistério completa 36 anos

Caso Ana Lidia Braga morreu em 1973 sequestrada e morta.

Ana Lídia Braga morta em 1973.

No dia 11 de setembro de 1973, uma terça-feira, a menor Ana Lídia Braga foi deixada no colégio Madre Carmen de Salles, na avenida L2  norte quadra 604, pelos pais Álvaro Braga e Heloysa Rossi Braga ás 13h30, sendo no carro também Álvaro Henrique Braga o filho do meio do casal. Logo após isso Álvaro teria sido levado até o Detran e dali seguido até a rodoviária. Seus pais em seguida foram para o DASP, onde trabalhavam.

Segundo o jardineiro Benedito Duarte da cunha, a menina foi levada do colégio pouco depois da saída dos pais por um rapaz desconhecido alto e loiro (embora algumas testemunhas tenham dito ter visto um rapaz num taxi vermelho que se dirigiu no sentido da UNB.) O pai imediatamente comunicou á polícia que começou as buscas, inclusive revistando barracos da Vila Planalto. Lá, um garoto de 5 anos teria dito ter visto uma menina loira acompanhada por um indivíduo alto e claro indo na direção da UNB. Ainda no dia 11, foram encontrados, próximos ao Iatê Clube três cadernos, uma caixa de lapís de cor e uma fransqueira; a boneca de Ana Lídia que foi achada perto do quartel dos Fuzileiros Navais.

Foram feitos alguns pedidos de resgates, o primeiro no valor de 2 milhões de cruzeiros, que foi considerado como trote e outro no valor de 500 mil cruzeiros, que deveriam ser deixados perto da ponte do Bragueto pelo pai da criança. O corpo da menina só foi encontrado no dia 12 de setembro ás 13h no terreno da UNB por um grupo de políciais. Estava numa vala semi-enterrada, com os cabelos grosseiramente cortados. A péricia chegou ao local ás 13h30, e começou o levantamento do terreno.

Ánalise de um crime barbaro

Ápós a exumação do corpo de Ana Lídia Braga, os peritos constataram que a garota foi violentada enquanto estava viva, morrendo asfixiada por não resistir á pressão sobre o toráx e o rosto contra a terra. Havia ainda sinais de estrangulamento, o que se juntando aos sinais do estrupo constituiu um crime atroz e mosntruoso, sendo que vários médicos psiquiatras construíram o perfil psicológico como um pervetido sexual sádico. Segundo peritos, tal fato teria ocorrido entre 4 e 6 horas da manhã de quarta-feira, 12 de setembro de 1973. O corpo foi encontrado numa vala, com duas camisinhas usadas ao seu lado, onde ainda havia marcas de pneus de moto.

As falhas de um crime impune

Um crime bárbaro, dois acusados, muitas suspeitas e nenhuma resposta. Entre tantos pontos obscuros sobre o assassinato de Ana Lídia, que completa 36 anos hoje, uma certeza permanece cristalina. Promotores, juízes, desembargadores, policiais e especialistas que acompanharam o processo são unânimes em afirmar que houve falhas na investigação. E o resultado não poderia ser outro: o crime ficará impune.

As investigações da Polícia Civil na época concluíram pela inocência de Álvaro Henrique Braga, irmão de Ana Lídia, e Raimundo Lacerda Duque. O delegado Mário Stuart, chefe da Delegacia de Homicídios, assumiu o caso uma semana após a morte da menina e instaurou o inquérito. Para ele, os dois são inocentes. ‘‘Só tenho uma hipótese para o crime: sexual’’, afirma. Ele diz que não conseguiu provas para apontar o autor.

A tese do delegado é contestada por especialistas em criminalidade. A promotora do Tribunal do Júri de Brasília, Maria José Miranda, entende que uma pessoa sob efeito de drogas pode cometer crimes bárbaros como o que vitimou Ana Lídia. ‘‘Se fosse crime só sexual, os policiais fariam esforço para eximir da culpa os acusados’’, observa. Até a família de Álvaro não deu importância à carta e ao telefonema à polícia pedindo resgate para a devolução da menina.

Maria José atribui às falhas nas investigações a responsabilidade pela não condenação dos acusados. Apesar de não ter lido os autos, a promotora avalia que um dos erros mais graves é que a polícia não juntou ao inquérito o retrato-falado do suspeito, muito parecido com Duque. ‘‘Não precisava ser Sherlock Holmes para saber que um retrato-falado ajuda na resolução de um crime.’’ Ela acredita que se o crime tivesse ocorrido hoje a polícia o desvendaria.

Sem empenho da família

Na época do crime, a polícia ignorou outras pistas, como o álibi usado pela família de Álvaro para inocentá-lo. A justificativa é de que ele teria ido à rodoviária e ao Detran. As marcas de pneu de moto encontradas ao lado da vala onde estava o corpo de Ana Lídia não foram confrontadas com a Yamaha de Álvaro. Os investigadores não foram às poucas farmácias que existiam no Plano Piloto apurar vendas recentes de camisinha. Na década de 70, a população não tinha o hábito de utilizar o protetor.

O delegado Luiz Julião Ribeiro, chefe da Delegacia de Homicídios e, segundo a promotora, um dos melhores investigadores do país, comentou o crime. Mas fez questão de ressaltar que não tinha acompanhado o processo, apenas leu a cópia do inquérito. ‘‘A impressão que tive é de que não houve vontade da família em desvendar o caso.’’ A forma como a criança deixou a escola chamou a sua atenção. ‘‘Ela não sairia de lá se não fosse com alguém conhecido.’’ Julião analisou o perfil do assassino e afirma que dificilmente ele assumiria um crime tão bárbaro. ‘‘Quando o homicida mata por raiva, é mais fácil conseguir a confissão.’’ Na opinião do delegado, quem matou deveria estar sob o efeito de drogas.

O caso seria desvendado se na época existisse o exame de DNA. A diretora do Instituto de Pesquisa de DNA Forense da Polícia Civil do DF, Cláudia Regina Mendes, explica que na década de 70 o único exame possível com o esperma recolhido seria para excluir suspeitos.Falhas elementares na investigação, falta de cuidado com a conservação de provas e esquecimentos suspeitos colaboraram para que o criminoso não tenha sido punido. Relatório do agente Francisco Pedro de Araújo, elaborado três anos depois do assassinato, aponta as falhas da polícia: O retrato-falado do criminoso não foi anexado ao processo.

Um dos métodos clássicos de investigação policial é a divulgação de documento com as principais características físicas de suspeitos de crime. Os dados são coletados por testemunhas. O retrato-falado do suposto assassino é muito parecido com Raimundo Duque, um dos acusados do crime. O delegado Mário Stuart, chefe da Delegacia de Homicídios na época, disse ‘‘não se lembrar’’ por que o retrato não foi anexado ao processo. Não foram feitas diligências em farmácias para tentar descobrir onde os suspeitos teriam comprado camisinha.

Ao lado do corpo de Ana Lídia, a polícia encontrou duas camisinhas usadas. A promotora Maria José Miranda, do Tribunal do Júri de Brasília, considera uma falha grave não se ter checado onde o produto fora vendido e descobrir quem teria feito a venda. O vendedor poderia ter reconhecido o suposto assassino. Na época, havia poucas farmácias na cidade e camisinhas não eram utilizadas com freqüência. Não foi feito exame grafotécnico, comparando a escrita à mão com a caligrafia dos suspeitos. Os tipos usados na carta de resgate não foram comparados com os das máquinas de escrever da SAB, onde foi encontrada

Um funcionário do Supermercado SAB, da 405/406 Norte, encontrou, sobre uma pilha de sacos de arroz, uma carta endereçada a Álvaro Braga, pai de Ana Lídia. Em texto escrita à máquina, num envelope manuscrito, o seqüestrador exige 500 mil cruzeiros pela devolução de Ana Lídia. O dinheiro deveria ser colocado num local próximo à Ponte do Bragueto até a sexta-feira 14. O álibi de Álvaro, de que fora à rodoviária e ao Detran, não foi checado a família dele deu essa versão à polícia. Caso o irmão de Ana Lídia tivesse ido mesmo aos locais, as pessoas que supostamente o atenderam poderiam ter confirmado ou não. Nem Álvaro nem os pais de Ana Lídia comentam o caso com a imprensa.

“Quem não é culpada, grita e esperneia para provar a inocência”, comenta a promotora Maria José Miranda. As marcas de pneu de moto não foram coletadas, por molde de gesso, e nem comparadas com a Yamaha de Álvaro os vestígios estavam ao lado da vala onde o corpo da menina foi encontrado. Para a promotora Maria José Miranda, seria um indício de que Álvaro poderia ter estado no local. As freiras da escola onde Ana Lídia estudava só foram ouvidas mais de um ano depois do crime.

Segundo o ex-presidente do STJ Romildo Bueno, na época desembargador que julgou o caso, a polícia errou ao não ouvir as freiras do colégio Madre Carmem Salles no dia que Ana Lídia foi seqüestrada.

O tumulo de Ana Lídia, que esta no cemitério Campo da Esperança, recebe visitas em datas como no seu aniversário de morte, dia das crianças e finados quando várias pessoas deixam flores brinquedos e outras homenagens ou pedindo graças que muitas vezes são atendidas, criando na sombra de sua morte peregrinações religiosa considerando- a uma santa pagã de Brasília.

Fonte: Correio Braziliense

Ética e responsabilidade jornalismo

Reprodução/ Internet

Reprodução/ Internet

 

O jornalismo de hoje está mais  escancarado, ousado e ambicioso. A profissão do jornalista é levar ao público notícias com responsabilidade Mas hoje em dia as coisas mudaram. Alguns jornalistas têm a audácia de publicar matérias sensacionalistas, mentirosas, sórdidas sem ao menos pedirem autorização.
Publicam matérias que não são de sua autoria deixando de dar o crédito ao autor da reportagem. Quando um leitor compra um jornal ou revista, está à procura de notícia, mas encontra em primeira página várias manchetes de escândalos de políticos, celebridades, jogadores de futebol, entre outros. Isto deixa os leitores que se divertem com fofocas que são publicadas. Onde está a responsabilidade e a ética do jornalismo? Como por exemplo há o caso de Stephen Glass, um jornalista ambicioso que trabalhava na revista ” New The Republic “, uma das mais famosas dos Estados Unidos da época. Para conseguir sucesso foi capaz de tudo, até memso forja matérias que não existiam para ter fama e dinheiro. Mas foi descoberto logo por um concorrente de outra revista. Seu chefe ficou sabendo, tentou argumentar com suas mentiras nada adiantou, foi demitido.

Stephen Glass infringiu todos as éticas jornalísticas, jogou baixo, agiu com irresponsabilidade, perdeu o que tinha de mais valioso: ” O caráter. Mas sua mentira foi descoberta é se deu muito mal. Esse é um exemplo da falta de ética e responsabilidade no jornalismo.