Mário Veloso capta imagens de nomes importantes da dança contemporânea

O mineiro Mário Veloso tem a dança em seu código genético. Já integrou o elenco de balés e óperas profissionais, dividiu o palco com grandes nomes do universo das sapatilhas de ponta, deu aulas, ganhou prêmios e viajou por aí, mostrando seu talento nos pas des deux (o dueto na dança clássica). Mas sua história seria escrita em cena e também nos bastidores. O movimento, efêmero, ganhou eternidade pela lente das câmeras fotográficas, que ele aprendeu a operar sozinho, no período em que morou em Brasília. Hoje, Veloso é fotógrafo profissional, sempre requisitado pelos colegas. Em seu currículo, constam nomes máximos do olimpo internacional e nacional do balé, como a russa Svetlana Zakharova e a brasileira Ana Botafogo.

“Um bailarino tem o timing do movimento. Sabe o momento perfeito de um grand jete, a linha exata de um arabesque (movimentos do balé)”, afirma. Com seus anos acumulados de experiência, ele consegue, inclusive, avaliar o tempo que cada bailarino levará até chegar ao ápice do gesto. “Uma pessoa mais alta, por exemplo, leva mais tempo para executar os movimentos do que uma mais baixa. É preciso calcular, ter essa precisão na hora de clicar”, ensina. Antes da sessão de fotos propriamente dita, ele acompanha ensaios do bailarino, para mapear suas características físicas e conhecer a plástica de seus movimentos. O pacote inclui retoques no Fotoshop que não subvertem a mecânica do corpo, garantido a elasticidade natural da dança.

Essas características deram a Mário Veloso sinal verde na hora de registrar grandes nomes da ribalta. Diante de suas lentes, já rodopiaram, além de Zakharova e Ana Botafogo, o russo Farukh Ruzimatov, um dos maiores bailarinos da companhia Kirov (Rússia) em todos os tempos. Em outro ensaio de Veloso, o brasileiro Tiago Soares, primeiro-bailarino do Royal Ballet de Londres, surge em abertura total, apoiado em barras laterais da sala de ensaio. A imagem já estampou até outdoors pelo mundo. O russo Igor Zelensky e os brasileiros Marcelo Misailidis e Cecília Kerche também foram eternizados pela instantânea do bailarino.

Projeto
A paixão pela fotografia surgiu no período em que morou em Brasília. Depois de concluir o curso de dança do Palácio das Artes e atuar em sua companhia profissional por algum tempo, Veloso decidiu vir à capital para integrar uma companhia de balé que seria fundada por Márcia Kubitschek. O projeto nunca saiu do papel, mas o mineiro foi ficando e, enquanto dava aulas em diversas academias, descobriu a professora Gisele Santoro. “Ela abriu meus olhos para a arte. Me senti um amador, de tanto conhecimento que ela me passou”, reforça.

Fonte: Correio Braziliense

Exímio desenhista, chegou a montar um curso que ensinava suas técnicas, na Asa Norte. As fotos eram o registro do momento que seria posteriormente transformado em desenho. O equipamento semiprofissional foi roubado e logo substituído por uma câmera profissional. Daí, veio o estalo: por que não fotografar? Orgulhoso de ser autodidata, o fotógrafo/ bailarino, muitas vezes, dispara o clique uma única vez para conseguir a pose perfeita. “Brasília mexe comigo. Aí começou minha grande virada profissional, minhas inspirações. Tem alguma coisa nessa terra”, brinca o fotógrafo, que voltou para sua Belo Horizonte natal, mas ainda visita o Planalto Central, durante as edições anuais do Seminário de Dança, que acontece na cidade, ou sempre que surge um ensaio fotográfico na capital do país.

» Inspiração objetiva
A descoberta de sua habilidade para fotografar foi em Brasília, mas o caminho levou Veloso longe. Depois de viver por aqui durante seis anos, ele mudou-se para o Rio de Janeiro, onde equilibrou as atividades de bailarino e as fotos inspiradas no universo da dança. Durante anos, foi o fotógrafo oficial do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, municiando artistas que se apresentavam no local com seus melhores cliques. Hoje, há fotos suas publicadas em diversos livros. Depois de casar-se com uma bailarina russa, mudou-se com ela para a Alemanha, país onde ministrou aulas e workshops. No exterior, também teve contato com bailarinos e experimentações de linguagem na fotografia. Ao voltar para Belo Horizonte, para receber uma causa judicial, nunca mais saiu de lá. Muitos querem posar para ele. “A coisa pegou rapidinho. Fiz uma clientela enorme”, conta.

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Lollapalooza Brasil: venda começa hoje

Por enquanto, só cadastrados no site podem comprar; Foo Fighters será a atração principal

Os primeiros ingressos para o Lollapalooza começam a ser vendidos hoje. Em fase de pré-venda, os bilhetes podem ser adquiridos por quem se cadastrou no site do festival (lollapalooza.com.br) no sábado. O evento ocupa o Jockey Club, em São Paulo, nos dias 7 e 8 de abril, e tem Foo Fighters e Arctic Monkeys como princiopais atrações.

A vinda do Foo Fighters foi antecipada pelo Destak na edição do dia 16 de setembro de 2011. A presença do Arctic Monkeys no evento foi antecipada pelo Destak na edição de 28 de outubro.

O line up da primeira edição brasileira do Lollapalooza tem ainda, entre as mais de 50 atrações, Jane’s Addiction, Joan Jett and the Blackhearts, MGMT e TV on the Radio. Bandas nacionais como O Rappa, Velhas Virgens e Cascadura também estão na programação.

Passaporte

Na pré-venda que abre hoje e termina às 23h59 de domingo (27), é possível comprar o Lollapass, um passaporte para os dois dias do evento, que custa R$ 500 (inteira) e R$ 250 (meia). A venda normal, com preços das entradas a definir, começa à 0h01 do dia 5 de dezembro.

Mais informações sobre line up e venda de ingressos estão no site oficial do festival (lollapalooza.com.br).

‘Me arrependi’, diz diretor que convidou Lobão

O cantor Lobão foi convidado a participar, recusou e, no fim de semana, pediu boicote de bandas nacionais e público ao festival. Alegou que a produção reservou apenas o horário das 10h às 15h para os artistas brasileiros.

“Não é verdade. Teremos bandas nacionais em todos os horários. Me arrependo de tê-lo convidado”, disse, ontem, Marcelo Frazão, diretor de entretenimento da Geo Eventos, produtora do Lollapalooza. Em comunicado, Lobão lamentou não participar do festival “por conta de uma questão tão constrangedora”.

Fonte: Jornal Destak

Banda Los Hermanos vai fazer turnê em oito cidades em 2012

Em post publicado em seu blog, Bruno Medina, tecladista da banda Los Hermanos, informou que o grupo fará turnê em 2012 em oito cidades: Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. “Os shows vão ocorrer entre abril e maio e coincidirão com o 15º aniversário de formação da banda. Estamos realmente muito felizes por ter conseguido viabilizar essa turnê, sobretudo no ano em que comemoramos um evento tão significativo”, escreveu o músico.

Ele promete anunciar mais detalhes, como datas e pontos de venda de ingressos, no próprio blog (g1.globo.com/platb/instanteposterior), no Twitter (bruno_medina) e na conta oficial do Los Hermanos no Facebook (facebook.com/Los.Hermanos.Oficial).

Fonte: Divirta-se Jornal Correio Braziliense.

Dina Sfat é homenageada na última edição do projeto Mitos do Teatro Brasileiro

Durante uma entrevista, ela se comparou à sabra, fruto de cacto comum em Israel: espinhosa e angulosa por fora, doce de enjoar por dentro da casca. Autoanálises à parte, Dina Sfat carregou consigo esse traço de mulher do deserto, que vira a vida do avesso. De família judia, nascida em São Paulo, ela rompeu com as expectativas ao trilhar caminhos inesperados. Deixou a tradição de lado para tornar-se uma das atrizes mais admiradas e carismáticas do Brasil, além de artista com forte verve intelectual, engajada nas causas pertinentes a seu tempo e com senso de cidadania. Essa história tortuosa foi escolhida para encerrar o projeto Mitos do Teatro Brasileiro nesta terça-feira (22/11), às 20h, no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com entrada franca.

“É importante incluí-la entre os mitos do teatro, porque a maioria das pessoas a associa às novelas”, destaca J. Abreu, ator e codiretor do projeto. As participações televisivas foram profícuas, mas a dedicação ao teatro não ficou atrás. Ao longo da carreira, a atriz dedicou-se a clássicos da dramaturgia, como Mandrágora, de Maquiavel, Santo Inquérito, de Dias Gomes, e o grande sucesso Hedda Gabler, de Henrik Ibsen, além de integrar o elenco das duas maiores companhias de referência do teatro moderno no Brasil (Arena e Oficina).

No cinema, uma de suas personagens foi Cy, de Macunaíma, filme dirigido por Joaquim Pedro de Andrade com base na obra de Mario de Andrade. Tamanha versatilidade e capacidade de se desdobrar em vários papéis foi definida pela atriz Renata Sorrah como um “star system”: ela conseguia atuar com maestria na tevê, no cinema e nos palcos. Dina Sfat morreu em março de 1989, em consequência de um câncer de mama. Tinha 50 anos.

Seguindo a dinâmica estabelecida nas homenagens anteriores, a noite terá a presença de convidados e projeções de material de arquivo, além de atores da cidade (J. Abreu e Juliana Drummond) em cenas inéditas inspiradas na vida de Dina, escritas pelo jornalista e dramaturgo Sérgio Maggio. Os amigos a prestar tributo à atriz nesta edição são Maria Alice Vergueiro e Ednei Giovenazzi.

Colega de Dina em novelas e nos palcos, Giovenazzi se encantou com a beleza, personalidade e força daquela novata nos palcos. “Ela tinha um espírito revolucionário. Fiquei chapado. Suas técnicas gestual, vocal e sua medida eram perfeitas”, elogia ele, admitindo que atores não têm o hábito de enaltecer o trabalho dos colegas. “Quando recebi o convite para ir a Brasília, vi a oportunidade de dizer todas as coisas que não disse a ela em vida”, afirma.

Giovenazzi se encantava com a performance da atriz na novela Selva de pedra, em que contracenaram. “A minha personagem protegia a da Regina Duarte, e a dela maltratava. E como maltratava, com aquele olhar fulminante. Eu era artisticamente apaixonado por Dina”, revela.

Nos tempos de Teatro de Arena, a atriz aproximou-se de Maria Alice Vergueiro, outra diva do teatro, que esteve recentemente na cidade, com a peça As três velhas, e ressurgiu para o grande público com o vídeo Tapa na pantera, sucesso na internet. “Ela tinha uma personalidade interessante. Não era dada a muito sectarismo, numa fase em que a cabeça da moçada era radical. Era, antes de tudo, uma artista, tinha muito talento e cantava muito bem”, elogia Maria Alice.

Enquanto Maria Alice se sentia tímida, cheia de pudores, a amiga era mais livre. “Ela era mais Leila Diniz”, brinca. As afinidades entre as duas extrapolaram o espaço cênico. “Às vezes, uma atriz é correta, faz tudo direitinho, mas sem aquele brilho. Em Arena conta Tiradentes e Arena conta Zumbi, ela brilhava em cena”, destaca.

Arena conta
Inspirados nessas obras do dramaturgo Augusto Boal (outro homenageado do projeto), Sérgio Maggio e J. Abreu criaram uma versão da montagem para compartilhar com o público passagens importantes da biografia da atriz. Arena conta Dina Sfat será um miniespetáculo, com duração aproximada de meia hora, e seis esquetes. O público, convidado a formar uma semiarena no palco, escolherá a ordem das cenas, que contam um pouco de tudo: a carreira, o casamento com o ator Paulo José (eles tiveram três filhas, Isabel, Ana e Clara), o feminismo, o enfrentamento à ditadura, a luta pela legalização do aborto.

As cenas seguintes trarão o diálogo da atriz com um crítico teatral, nos bastidores de Hedda Gabler, e ainda uma sequência em que seus pensamentos de natureza artística, política e pessoal serão pendurados em uma árvore. Na pele de Dina, estará a atriz Juliana Drummond. “Ela fez essa fusão entre a atriz e a mulher cidadã para falar sobre questões importantes. É uma honra ser canal e instrumento para essa homenagem”, reconhece ela.

A menina judia, que começou a vida profissional em um laboratório de análises clínicas — e, no auge da fama, desistiu do horário nobre para se dedicar à ribalta — também será lembrada em vídeos. Um deles, raridade, mostra Dina mocinha, em um programa de tevê. “Ela começou querendo ser atriz famosa, nos moldes de Hollywood. Mas, no Teatro de Arena, incorporou o discurso de que o papel do artista é também social, e isso mudou sua vida”, frisa J. Abreu. Vida que, com a ousadia do talento e a solidez do solo desértico, Dina Sfat virou do avesso.

Fonte: Divirta-se Jornal Correio Braziliense.

Mostra Internacional de filmes interativos no CCBB

Foto: Um Homem e Sua Casa(Divulgação)

Pode parecer novidade um filme em que o espectador decida os rumos que a obra toma, mas o primeiro filme interativo foi feito em 1967. “Um homem e sua casa” (foto à esquerda) é uma produção da República Tcheca e será exibido pela primeira vez na América Latina na Mostra Internacional de Filmes Interativos, no Centro Cultura Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. O filme conta a história de um homem que vê o prédio onde mora acometido por um incêndio. Ele tenta reviver o dia e, com a ajuda do público, evitar a tragédia. Até o dia 4 de dezembro, o cinema do CCBB recebe 15 filmes em que o público define os rumos da trama.

 A programação exibe não só pioneiros no gênero, mas também produções atuais, como o brasiliense “A Gruta”, de Filipe Gontijo. O diretor é também curador da mostra, e define “A Gruta” como um filme-jogo. O espectador escolhe jogar com o homem ou a mulher que formam o jovem casal protagonista do filme. São mais de 30 momentos em que o público decide o movimento seguinte e 11 finais diferentes para o filme.

No pioneiro “Um homem e sua casa”, um ator interage com a plateia nos momentos de decisão. Já em “Carinho e Cuidado”, dirigido pelo inglês David Wheeler, o público determina a sequência de fatos respondendo (de forma anônima) a testes psicológicos e de personalidade que incluem opiniões pessoais e assuntos considerados tabus. Há ainda o polêmico Condom, No Condom (com ou sem camisinha), produzido pelo governo inglês como propaganda contra doenças sexualmente transmissíveis. O filme é inteiro em primeira pessoa (filmado como se fosse a visão do protagonista), e se define a partir da escolha do protagonista (e do público) de comprar ou não camisinhas antes de um encontro com uma garota.

Além das exibições, acontecem mesas-redondas envolvendo produtores, realizadores e pesquisadores de vários lugares do mundo. Os debates giram em torno da definição e difusão das possibilidades da linguagem que, embora não seja nova, ainda tem pouca representatividade nos circuitos de cinema.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Risos natalinos com Os Melhores do Mundo

                   Foto: Divulgação

O grupo de comédia Os Melhores do Mundo já se tornou um símbolo da comédia produzida em Brasília. Em 1998, os comediantes decidiram montar um espetáculo baseado nas tradições de final de ano. Assim surgiu “Dingou Béus” que, hoje, já faz parte das festividades brasilienses de dezembro.

Os comediantes inspiram-se nos preparativos e nascimento do “chefe” e nas tradições natalinas para criar situações que há treze anos levam o público às gargalhadas. A cada ano o espetáculo é adaptado ao contexto da época, permitindo piadas envolvendo temas atuais.

Além de sucesso de público, o espetáculo já arrecadou mais de 30 toneladas de alimentos para doação, que dão direito a descontos em ingressos. A prática criada desde a primeira edição chegou também às outras cidades onde o espetáculo é apresentado. Antes de Brasília, “Dingou Béus” passa por Porto Alegre, Belo Horizonte e São Paulo.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Organizado em espaço generoso, Feira do Livro é criticada por visitantes

Circular nos largos corredores da 30ª Feira do Livro de Brasília, pelo segundo ano consecutivo instalada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, representa uma caminhada de algumas centenas de metros — se estiver chovendo, há de se ter algum cuidado com possíveis goteiras. Enquanto caminha, o passante vê nos estandes livros, alguns coloridos o bastante para atrair as crianças, outros que estampam na capa novidades aguardadas (ou desconhecidas) pelos adultos. E também, em meio a exposições e bancas de assinatura de revista, bijuterias, adesivos, brinquedos, bichinhos de pelúcia, doces e itens de artesanato. A visão assustou o servidor público Rodrigo Delgado, que, na tarde fria da última segunda, visitava o evento com a esposa, Camila. “Achei estranha a presença de boxes de comida e artesanato aqui. É feira de livro ou artesanato?”, disse o leitor, de 30 anos.

 Estudante de direito e igualmente acostumada ao ambiente da feira, Camila estranhou a edição atual por outros motivos. “Na programação, vi poucas atrações. E poucos escritores de Brasília”, indicou. “A gente não sente o convite para participar das conversas, das palestras. Não há chamamento. O apelo me parece comercial: de comprar e ir embora. A proposta cultural devia ser mais enfática”, diz a visitante, de 24 anos. Já que os preços, reproduções dos valores das livrarias, não convencem, e a participação dos sebos é tímida, Rodrigo defende que a feira assuma um modelo mais ambicioso. “De repente, funcionaria melhor se trouxessem dois, três nomes nacionais da literatura”, sugere.

Basta ser regional?
Mesmo para quem se diz satisfeito com o estado da feira, especialmente no que diz respeito aos largos espaços dedicados às crianças e à generosidade do grande estacionamento, fica a sensação de que ela agrega um potencial ainda não liberado. O gestor ambiental Renato Boareto, paulista que há oito anos vive em Brasília, passava os dedos numa prateleira enquanto a esposa, Renata, e a filha, Helena, ocupavam-se de atividades do outro lado da livraria. Para ele, a festa carece de projeção fora do Centro-Oeste.

“A feira é muito do DF e não tem tanta divulgação nacional. Considerando os eventos esportivos que teremos nos próximos anos, podia ter vocação nacional”, acredita. Por outro lado, a variedade dos estandes é digna de elogios. “Acho bom associar gastronomia e artesanato à literatura. Acaba virando uma feira cultural, com o livro sendo âncora disso tudo. Desse jeito, ela tem a cara de Brasília”, observa.

Ana Paula Vilela,42 anos, deixou os dois filhos, os gêmeos Enzo e Diogo, 10, em oficinas infantis — a de raciocínio lógico foi particularmente útil. Sozinha, folheava livros que poderiam interessar aos filhos. Ela não tem dúvidas: durante a realização do evento, o pavilhão é lugar das crianças. “A feira é bacana para estimular jovens leitores e iniciar as crianças na leitura”, diz ela.

Ela sente falta de uma melhor organização das lojas, com uma divisão por gênero, por exemplo, e não faz ressalvas quanto à proximidade dos livros de outros artigos. “Talvez poderiam separar os corredores por temas ou gêneros, com plaquinhas indicando. Para quem já conhece as editoras e livrarias, do jeito que está é mais fácil. Para quem não sabe, não”, recomenda. “Acho que a presença do artesanato ajuda na propagação da cultura local”, continua. É assim, com elogios moderados, que a Feira do Livro segue tímida, mesmo após 30 anos de existência: a longevidade parece sinônimo de conformidade e resignação.

Fonte: Correio Web

 

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