Rock in Rio terá as bandas brasilienses Faluja e Móveis Coloniais de Acaju

Depois de sua terceira edição, em 2001, o Rock in Rio se internacionalizou, montou palco quatro vezes em Lisboa e duas em Madri. Uma década depois de passar pelo Rio pela última vez, o evento carioca volta à cidade onde nasceu e que lhe dá nome. O Rock in Rio 2011 segue de hoje a domingo e, semana que vem, de 29 de setembro a 2 de outubro. Durante os sete dias de shows, a Cidade do Rock (estrutura montada para abrigar o festival, localizada na Barra da Tijuca) receberá dezenas de atrações, nacionais e internacionais, em uma programação bastante eclética.

Além da homenagem à Legião Urbana, programada para a próxima quinta com a participação da Orquestra Sinfônica Brasileira, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e convidados, a música de Brasília será representada em mais duas ocasiões, tanto no dia de abertura quanto no de encerramento do evento.

Hoje, a partir das 14h40, a banda Móveis Coloniais de Acaju inaugura o Palco Sunset na companhia da baiana Orquestra Rumpilezz e da cantora paulistana Mariana Aydar. Os primeiros acordes ouvidos no último dia do festival serão tocados pela banda Faluja, que também está encarregada de abrir os trabalhos no Sunset.

“Quando recebemos o convite da produção, foi aquele impacto”, conta o baixista Fábio Pedroza, integrante dos Móveis. “Mais novo, eu almejava tocar no Abril pro Rock e no Porão do Rock. O Rock in Rio estava além do meu horizonte. Acho que toda banda sonha em tocar num festival desse porte. Não só pelo tamanho do festival, mas pelo reconhecimento que é participar dele”, continua Pedroza.

Móveis, Orquestra Rumpilezz e Mariana Aydar serão os primeiros a se apresentar na dinâmica do Palco Sunset, que tem como proposta o encontro — exclusivo — de artistas. Ao longo de 50 minutos, eles se revezarão no palco, mostrando músicas próprias e interagindo uns com os outros.

Recentemente, Letieres Leite, saxofonista, maestro e idealizador da Rumpilezz, tocou com o pessoal do Móveis no projeto Compacto Petrobras. “A linha de orquestração, de arranjo que eles seguem é única, um trabalho de melodias sobrepostas que me soa muito original”, comente Leite (também integrante da banda de Ivete Sangalo) sobre os brasilienses.

O maestro assina, com Duane, a produção de Cavaleiro selvagem aqui te sigo, terceiro e recém-lançado disco de Aydar. “Sou apaixonada pela Rumpilezz. A primeira vez que vi show deles me emocionei muito, chorei o show inteiro. Será muito bom dividir o palco com eles e com os Móveis”, conta Mariana. Juntos, os artistas devem tocar uma música dos Beatles.

Produtor do disco da Faluja, Henrique Portugal (Skank) indicou a banda brasiliense para Zé Ricardo, curador do Palco Sunset. “O Henrique tem um programa de rádio voltado para bandas novas e sugeriu ao Zé mostrar essa nova geração do pop rock brasileiro no festival”, conta o guitarrista Eduardo Azambuja. Como convidados para o show, a Faluja escolheu Artur Roman, vocalista do quarteto curitibano Sabonetes, Diego Miranda e Débora Teicher, respectivamente, vocalista e baterista da banda carioca Scracho.

A expectativa da Faluja, prestes a lançar o primeiro disco, é enorme. Para Eduardo, tocar no mesmo festival de várias bandas que ele sempre admirou é motivo de grande satisfação. Ao mesmo tempo, aumenta a responsabilidade. “Não sabemos se vamos tocar em outro Rock in Rio, então estamos preparando o nosso melhor”.

BSB in Rio
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A história do rock de Brasília no Rock in Rio começa de maneira simbólica, logo na primeira edição do evento, em 1985, quando os Paralamas do Sucesso fecham seu show no festival com Química, música de Renato Russo que fazia parte tanto do repertório do trio carioca quanto da Legião Urbana. No terceiro Rock in Rio, em 2001, Brasília foi representada por Capital Inicial, Plebe Rude e Sem Destino — esta, vencedora do concurso cujo prêmio era a participação no festival.

Rock in Rio 2011
De hoje a 2 de outubro, no Rio de Janeiro, a partir das 14h40. Hoje: Paralamas do Sucesso + Titãs + Milton Nascimento, Elton John, Katy Perry, Rihanna e Claudia Leitte. Palco Sunset: Móveis Coloniais de Acaju + Orkestra Rumpilezz + Mariana Aydar; Ed Motta + Rui Veloso + Andreas Kisser; Bebel Gilberto + Sandra de Sá; The Asteroids Galaxy Tour + The Gift. Amanhã: Red Hot Chili Peppers, Snow Patrol, Stone Sour, Capital Inicial e NXZero. Palco Sunset: Marcelo Yuka + Cibelle + Karina Buhr + Amora Pêra; Tulipa Ruiz + Nação Zumbi; Milton Nascimento + Esperanza Spalding; Mike Patton/Mondo Cane + Orquestra de Heliópolis. Domingo: Metallica, Motörhead, Slipknot, Coheed and Cambria e Gloria. Palco Sunset: Matanza + BNegão; Korzus + The Punk Metal Allstars; Angra + Tarja Turunen; Sepultura + Tambours du Bronx. Informações: www.rockinrio.com.br.

Fonte: Correio Braziliense.

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A ministra Ana de Hollanda anuncia hoje plano para a cultura até 2020

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, lança hoje a consulta pública para o conjunto de metas que integram o Plano Nacional de Cultura (PNC). A partir de agora e até 20 de outubro, a sociedade civil poderá acessar as metas no site do Ministério da Cultura (MinC), comentar, fazer propostas e até sugerir a inclusão de novas. A consulta faz parte da consolidação do PNC, projeto de lei aprovado em dezembro de 2010 que estabelece uma política cultural para o MinC.

As metas funcionam como um conjunto de ações e proposições que o MinC pretende desenvolver até 2020. São 48 no total e tratam de questões que vão do aumento do orçamento para a cultura a uma cartografia da diversidade cultural brasileira. O documento servirá como lista de objetivos do ministério e deve orientar as negociações com o governo na hora de implementar políticas públicas para a cultura.

O MinC tem hoje um dos menores orçamentos da Esplanada dos Ministérios e, em 2011, ficou com cerca de 7% a menos que em 2010. No entanto, o plano de metas do PNC apresenta propostas ousadas como o aumento de 37% dos recursos públicos para a cultura em relação ao PIB e 30% dos recursos federais para o incentivo fiscal, além de querer abocanhar 10% do Fundo Social do Pré-Sal. Em 2010, a renúncia fiscal do governo federal representou apenas 0,05% do PIB e o fundo do pré-sal ainda não foi instituído. “A gente não pode apequenar os objetivos. Temos que pensar grande”, diz Sérgio Mamberti, secretário de Políticas Culturais do MinC.

De acordo com Américo Cordula, diretor de Estudos e Monitoramento da Cultura no ministério, as metas não poderão ser realizadas de imediato e será necessário elencar prioridades, mas isso só acontecerá após a consulta pública. “O desafio é estabelecer uma estratégia. A gente vai ter que se adaptar às conjunturas”, diz. “Para os próximos anos, o orçamento do MinC estará comprometido com o PNC.” A equipe responsável por tratar os comentários e sugestões da consulta vai também responder cada proponente. Cordula garante que ninguém ficará sem resposta.

Entre as metas estão a disponibilização na internet de obras que estejam em domínio público ou licenciadas, o que incluiria a totalidade das obras da Cinemateca brasileira. O ministério também quer criar uma versão brasileira de licenças para que artistas possam liberar partes de suas produções, uma variação do creative commons que gerou polêmica no início da gestão de Ana de Hollanda.

Também está no documento o aumento do número de Pontos de Cultura, outra fonte de polêmicas na gestão da ministra, já que o atraso no pagamento de editais da gestão passada mobilizou artistas por todo o país. A intenção é passar dos 3.109 pontos atuais para 15 mil. Até outubro, o MinC quer ainda colocar em prática o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC), uma plataforma que reunirá os números da cultura, os investimentos e servirá como base para um mapa da produção cultural brasileira.

Fonte: Correio Braziliense

Aclamado patrono do teatro brasileiro, Paulo Autran ganha homenagem no CCBB

Liberdade, liberdade, peça de Millôr Fernandes e Flávio Rangel que estreou em 1965 e marcou a dramaturgia brasileira, começava com um ator bradando no palco: “Sou apenas um homem de teatro. Sempre fui e sempre serei um homem de teatro”. Esse intérprete, porém, extrapolou os limites da própria fala. Por sua dedicação inconteste e ilimitada aos tablados, ganhou a alcunha de “senhor dos palcos”. O reconhecimento à sua grandeza de caráter e aos infinitos matizes que imprimiu em seus personagens chegou à esfera governamental. Recentemente, ele ganhou o título de patrono do teatro brasileiro. Paulo Autran é o homenageado desta edição do projeto Mitos do Teatro Brasileiro, que prossegue hoje, em sua segunda temporada, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), com entrada franca.

Os convidados para dar depoimentos sobre o ator poderão construir, ao mesmo tempo, um mosaico sentimental e artístico de sua trajetória: a viúva de Autran, a atriz Karin Rodrigues, dividirá a homenagem com o amigo e parceiro do marido em diversos trabalhos, o ator e diretor Elias Andreato. Karin e Autran se conheceram durante a peça Equus, em 1975, e não resistiram à vontade de estar sempre juntos. “Aquilo foi evoluindo e, de repente, percebi que só queria ficar com o Paulo. A relação evoluiu para um companheirismo grande. Sinto muita falta dele e, se sei alguma coisa de teatro, aprendi com ele. Não tanto pelo que ele ensinava, mas por poder vê-lo representar”, admite.

As qualidades do companheiro ultrapassam o universo cênico, segundo Karin. “Me encantava o humor que ele tinha diante das coisas boas e ruins. Era um companheiro maravilhoso, inteligente e talentoso, as conversas eram ótimas, ele era de fácil convívio, estávamos no mesmo ritmo”, revela a atriz, que não vem a Brasília há cerca de uma década.

Perguntada pela curadoria do projeto sobre a companhia ideal para dividir as histórias de Paulo Autran, ela não titubeou: sugeriu o nome de Andreato, que dirigiu e atuou ao lado do casal em algumas oportunidades e acabou entrando para o círculo mais íntimo de convivência. “Ele o dirigiu nas últimas montagens (Visitando Sr. Green, Adivinhe quem vem para rezar, além do último trabalho, O avarento) e era quase da nossa família. Ao lado do produtor Germano Baía, éramos chamados de ‘os quatro mosqueteiros’. Elias estava no quarto de hospital quando Paulo morreu”, conta Karin.

Entre amigos
Os dois atores se conhecem desde a infância de Elias, mas sem qualquer intimidade. Depois de sua experiência como assistente de direção na peça Para sempre, de Maria Adelaide Amaral, Andreato foi convidado por Autran para dirigi-lo. “O que mais me surpreendeu foi a disponibilidade dele. Paulo era um ator extremamente generoso e disponível, e isso é raro. Ele me deu credibilidade como artista”, acredita.

A partir daí, o contato se estreitou. “Tínhamos uma afinidade de humor. Nos divertíamos muito juntos. Antes de tudo, ele deixou um repertório maravilhoso, era culto, teve uma formação incrível. E era muito apaixonado por teatro, queria ver todos os espetáculos, os amadores, os que eram encenados à meia-noite”, relembra o ator e diretor, que trará um texto escrito por seu irmão, Elifas Andreato, sobre a relação de parceria e amizade que estabeleceu com Paulo Autran.

Além das memórias tecidas diante da plateia, o projeto seguirá intercalando depoimentos com projeções de entrevistas e cenas originais em tributo ao ator, criadas pelos diretores Sérgio Maggio e J. Abreu. Na primeira delas, a amiga que o convidou para sua estreia profissional (na peça Um Deus dormiu lá em casa, dirigida por Adolfo Celi), Tônia Carrero, contracena com Ziembinski, um dos grandes diretores teatrais do país, enquanto conversa com ele sobre passagens da vida de Autran. Na segunda participação dos atores, novamente surge Tônia, desta vez ao lado do então marido, Adolfo Celi. Em parceria com o homenageado da noite, o casal montou uma companhia teatral, a Tônia-Celi-Autran (CTCA).

O tributo se encerra com Bibi Ferreira dirigindo Paulo em uma espécie de espetáculo no qual ele canta, dança e sapateia. No papel de todas as figuras femininas desta edição, está a atriz Silvana de Faveri. “Autran se dedicou à carreira de corpo e alma e mostrou que é possível viver do ofício de ator com muita dignidade”, destaca a atriz.

J. Abreu, ator e codiretor do Mitos do Teatro Brasileiro, divide o palco com ela, interpretando Ziembinski, Celi e o próprio Paulo. “A gente queria trazer também a Tônia Carrero, mas ela não pôde, por problemas de saúde. Nesta edição, além do Paulo Autran, quisemos homenagear todos esses outros nomes, importantes pra carreira dele e para o teatro brasileiro”, ressalta.

Reconhecimento
Em 15 de julho deste ano, o Diário Oficial da União (DOU) publicou a Lei 12.449/11, que declara Paulo Autran patrono do teatro brasileiro. A iniciativa foi do ex-deputado gaúcho Pompeo de Mattos. O título, aprovado em junho pelo Congresso Nacional, tem valor simbólico e não resulta em qualquer benefício material. “Fiquei muito contente com a honraria”, afirma Karin Rodrigues. O ator, que se formou em direito antes de começar a carreira, morreu em 2007, aos 85 anos.

MITOS DO TEATRO BRASILEIRO
Hoje, às 20h, no Centro Cultural Banco do Brasil (SCES Trecho 2, lote 22; 3108-7600). Entrada franca. Senhas distribuídas com uma hora de antecedência. Não recomendado para menores de 12 anos.

Tropa de Elite 2 é o indicado brasileiro na disputa por uma vaga ao Oscar

 

 (Alexandre Lima/Divulgação ) 

 Rio de Janeiro – O filme Tropa de Elite 2, de José Padilha, é a produção que vai representar o Brasil na disputa por uma das cinco vagas reservadas para concorrer ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro na festa do Oscar 2012 – 84ª Premiação Anual, promovida pela Academy of Motion Pictures Arts and Sciences. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20/9), no Rio de Janeiro.

 A escolha foi feita pela Comissão Especial de Seleção, que se reuniu pela manhã, durante cerca de uma hora, no Palácio Capanema, na capital fluminense. Ao todo, a Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura recebeu 15 inscrições de longas-metragens interessados em concorrer à premiação.

 As demais produções brasileiras inscritas foram: A Antropóloga, de Zeca Nunes Pires; As Mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes; Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo; Bruna Surfistinha, de Marcus Baldini; Estamos Juntos, de Toni Venturi; Família Vende Tudo, de Alain Fresnot; Federal, de Erik de Castro; Vips, de Toniko Melo; Histórias Reais de um Mentiroso Vips, de Mariana Caltabiano; Lope, de Andrucha Waddington; Malu de Bicicleta, de Flávio Ramos Tambellini; Mulatas! Um Tufão nos Quadris, de Walmor Pamplona; Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade; e Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra.

 A Comissão Especial de Seleção é formada pela secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Ana Paula Dourado Santana; pelo presidente da Associação Brasileira de Cinematografia, Carlos Eduardo Carvalho Pacheco; pelo ministro do Departamento Cultural do Itamaraty, George Torquato Firmeza; e pelos representantes da Academia Brasileira de Cinema, Jorge Humberto de Freitas Peregrino, Nelson Hoineff, Roberto Farias e Silvia Maria Sachs Rabello.

Fontes: Agência Brasil e Correio Braziliense.

Elza Soares faz show de graça no Terraço

Um dos grandes nomes da Música Popular Brasileira, Elza Soares faz uma apresentação gratuita dia 28 de setembro no Terraço Shopping, às 19h30, com abertura do conjunto brasiliense Aquattro.

Elza possui mais de mil músicas gravadas em estúdio e um repertório que vai do samba ao jazz. A cantora vem trabalhando em um CD inédito chamado “Arrepio”, produzido pelo violinista João de Aquino. Ela também aguarda um filme sobre sua vida que deve ser anunciado em breve.

O show conta com o apoio dos músicos Rômulo Pinto (teclados), Elcio da Costa (contrabaixo e violão) e João Melo (bateria) e é aberto para todos os públicos.

Show Elza Soares – no dia 28 de setembro (quarta-feira) às 19h30. Na Praça das Palmeiras no Terraço Shopping (AOS 2/8 lote 05 Área Octogonal Sul Brasília – DF). Entrada franca. Informações: (61) 3403 2908. Classificação livre

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

A Banda Mais Bonita da Cidade toca em Brasília

A Banda Mais Bonita da Cidade vem a Brasília nesta quinta-feira (22), para uma apresentação única às 22h no clube La Ursa, no Setor Bancário Norte.

O grupo nasceu em Curitiba, em 2009, e tornou-se mais conhecido em 2011 devido ao sucesso de sua canção “Oração”, que teve grande repercussão na internet. Uyara Torrente (vocal), Diego Placa (baixo), Luís Bourscheidt (bateria), Rodrigo Lemos (guitarra) e Vinícius Nisi (teclado) compõem a banda que teve seu nome inspirado num romance de Charles Bukowski intitulado “A Mulher Mais Linda da Cidade”.

Os ingressos antecipados do show estão à venda no próprio La Ursa ou no Balaio Café (Cln 201 Bl B s/n Lj.19). Não será permitida a entrada de menores de 18 anos

A Banda Mais Bonita da Cidade – na quinta (22) às 22h. No La Ursa (Setor Bancário Norte, Quadra 2 Bloco J). Ingressos: R$ 20 (antecipado ou meia-entrada). Informações: 3327-0050. Classificação indicativa: 18 anos

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Rihanna apresenta a turnê do novo CD, em Brasília, na próxima quarta-feira

Às 22h da próxima quarta-feira, quando subir ao palco do Ginário Nilson Nelson, Rihanna vai confirmar que é uma das popstars mais queridas do público de Brasília. A cantora de Barbados vem à capital apresentar a turnê Loud Tour, composta dos mais recentes singles da artista. Músicas como S&M, California king bed, Cheers e Only girl (in the world) já fazem sucesso entre os amantes brasilienses da pop music.

Rihanna é uma cantora mais madura em relação àquela que iniciou a carreira em 2005. Se o começo era marcado por baladinhas românticas e músicas mais simples, os novos trabalhos mostram uma mulher mais ousada. A popstar usa e abusa de letras que abordam fetiches sexuais e reafirmam as lutas das mulheres por mais independência.

Essa evolução ao longo dos seis anos de carreira é acompanhada de perto pelos fãs. A estudante Clarissa Marini, 22 anos, e a melhor amiga Luana Richter, 22 anos, têm uma história de amizade marcada pela cantora. As duas  elegeram o hit Umbrella como a música tema delas. Por conta disso, a expectativa das amigas é ainda maior. “Vai ser um dos grandes shows da minha vida. Estará com certeza no topo do ranking”, enfatiza Clarissa. “Não faria o menor sentido ir ao evento sem a Clarissa. Estamos muito ansiosas”, confessa Luana.

As duas conheceram a cantora ainda na escola, antes de ingressarem na faculdade. Desde então, passaram a escutar as músicas em diferentes momentos da vida. “Como a gente tem mais ou menos a mesma idade da Rihanna, eu acho que a gente cresceu com ela, sabe? Aquela coisa de copiar o jeito de se vestir e o estilo”, comenta Clarissa. As duas compraram o ingresso logo na primeira semana de vendas, para não terem risco de ficarem de fora. “Quando começou a vender nem estava no Brasil. Tive que comprar da Bulgária, pela internet”, diz Luana.

A vontade de ir logo para o Nilson Nelson ouvir a voz de Rihanna não é uma exclusividade das duas amigas. O DJ Neto Cruz — conhecido na noite brasiliense como Neto2Haus —, 21 anos, também não esconde a ansiedade. “Eu estou muito empolgado, muito ansioso. Espero somente coisas boas desse show. Vai ser uma espécie de último dia da minha vida, sabe?”, explica.

O DJ conta que descobriu a cantora por meio de uma compilação de músicas e achou interessante. Ao pesquisar sobre ela, deparou-se com o hit SOS e ficou muito impressionado com o que ouviu. “Foi aí que ela virou minha paixão. Nessa, ela me conquistou completamente. Daí pra frente, comecei a ir atrás do trabalho dela.”

Neto rodou a internet à procura de informações sobre o show. A receita foi pesquisar sobre as apresentações da Loud tour no exterior. “Fui ver uns vídeos na internet para ter uma ideia de como será a estrutura. O palco dos outros lugares estava muito legal e ela mostrou que tem muita presença de palco e interage bastante com o público”, afirma.

Sucessos antigos
Se o show na capital seguir o repertório apresentado nas apresentações dos Estados Unidos, os fãs da cantora vão ser contemplados com uma bela sequência. Além das músicas do último CD da cantora — Loud —, a promessa é que os sucessos mais antigos da cantora também apareçam na noite de quarta-feira. Segundo o set list oficial, singles como Take a bow, Rude boy, Don’t stop the music e Umbrella estão programados para o espetáculo.

Apesar de não ter o single predileto na lista, Neto Cruz conta que o fato de ouvir sucessos do passado também o deixa muito feliz. “Eu lembro que quando eu ouvi Don’t stop the music, eu tive certeza de que ela não era apenas uma modinha, uma coisa passageira. O single é tão marcante que tive certeza de que ela ia ficar por muito tempo ainda.”

Luana também vai ficar feliz. A fã admite que gosta muito da música Only girl (in the world) — cotada para ser a abertura do espetáculo. “Vários amigos meus falam que essa canção é a minha cara”, coloca.

Quem é

» Robyn Rihanna Fenty, esse é o verdadeiro nome da cantora, de 23 anos, nascida em Barbados. Mesmo nova, ela não perde tempo e já tem cinco álbuns de estúdio gravados. Foi o produtor Evan Rogers quem a guiou no início da carreira, inclusive quando ela assinou com a Def Jam Recordings — presidida à época por Jay-z. Cantora de sucesso mundial, a popstar colocou, hoje, 19 músicas no topo das paradas internacionais, sendo sucesso nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil. 

Rihanna
 Show Loud tour, na quarta-feira, às 22h, no Ginásio Nilson Nelson. Ingressos: R$ 120 (cadeira superior), R$ 180 (pista/cadeira), R$ 280 (pista premium) e R$ 350 (camarote open-bar) (Valores de meia- entrada sujeitos a alterações). Assinantes do Correio têm  50% de desconto na compra do ingresso inteiro (cupom Sempre Você). Não recomendado para menores de 16 anos

Fonte: Correio Braziliense

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