Cantora Leci Brandão e rapper Gog participam do 23º aniversário da Fundação Palmares

Desde o começo, assumi um compromisso: o de fazer da arte um instrumento para ajudar os menos favorecidos. Nesses 36 anos, cantei pelas minorias: índios, mulheres, negros… Deus determinou que eu trilhasse o caminho da música, então, falei que usaria esse dom para lutar. Sei que sou uma artista consciente, engajada e, por causa, disso tive muitos problemas com a mídia deste país. Fiquei cinco anos sem gravadora. Muitos programas não me convidam e eu sei por que. O racismo existe”, diz Leci Brandão, conhecida pelo engajamento nas questões raciais e socais. E, exatamente pela postura militante, a cantora é uma das atrações da festa de encerramento do 23º aniversário da Fundação Palmares, nesta quinta-feira (18/8), às 20h, no Teatro Nacional.

No palco da Sala Villa-Lobos, ela faz um tributo à cultura negra, com composições de Cartola, Candeia, Martinho da Vila, Djavan, Milton Nascimento, Dona Ivone Lara e Jovelina Pérola Negra e canta sucessos consagrados, como Olodum, Força divina, Deus do fogo da justiça, Isso é Fundo de Quintal, Zé do Caroço e Eu só quero te namorar. “O público não me perdoará se eu não cantar essas”, brinca a artista.

Sem um novo trabalho desde 2008, quando lançou Eu e o samba — e ganhou o 20º Prêmio de Música Brasileira como melhor cantora de samba —, Leci pretende gravar um DVD ainda neste ano, quando houver uma brecha na agenda política. Deputada por São Paulo, ela não deixou a música de lado e explica a importância dos novos compromissos: “Hoje, a minha prioridade é a Assembleia (Legislativa). Eu sempre levei tudo a sério na minha vida e, quando não estou no parlamento e há oportunidade, aí sim estou nos palcos. Costumo dizer que eu sou artista, mas estou deputada”.

Gog e Abdias
Compositor do famoso rap Brasil com P, Gog completa a programação e aproveita o evento para mostrar as músicas do 10º disco, previsto para novembro (mês da Consciência Negra). O novo álbum será lançado em Brasília e segue em turnê para o Nordeste. Entre as inéditas, África tática, Papo com Cartola, Heroínas e heróis, O grande dia e Novos ventos, que terão as participações especiais de Máximo Mansur, Higo Melo e Marielhe Borges.

Na noite, haverá ainda uma homenagem ao mestre Abdias do Nascimento. “É muita responsabilidade participar de um evento que homenageará Abdias Nascimento, que sempre foi um exemplo. Ele está no topo da escada do conhecimento. Estamos na metade e é muito bom ver que estamos nos aproximando da sabedoria do mestre”, comenta o rapper Gog sobre a entrega do Troféu Palmares à viúva do criador do Teatro Experimental do Negro (TEN), Elisa Larkim.

Fonte: Correio Braziliense.

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