Cultura pelas ondas sonoras da rádio Ação Periferia

Locutores da rádio Ação Periferia: Ariel, Claúdia e Pavão

Centrado na cultura hip hop e na black music que mistura diversos ritmos músicais, o programa do Ação Periferia agita durante uma hora as tardes de sábado dos ouvintes do Distrito Federal e entorno divulgando o rap tipicamente brasileiro e se tornando um canal de comunicação direto com o público na qual faz divulgações de noticiários jornalísticos ligados aos movimentos sociais e cultura de rua em geral.

“Eu ouço a rádio por que acredito que ela é uma ferramenta importante para mudar a idéia de que hip hop é música de bandido, sei que eles tem um cuidado enorme para fazer uma programação de qualidade. Por exemplo, no carnaval eles tocaram hip hop com samba. No dia Internacional das mulher, tocaram vários raps de cantoras femininas. Além disso eles fazem o famoso serviço que é o de indicar cursos, palestras, eventos culturais,” afirma Raiane Azevedo, ouvinte da rádio.

A programação é comandada pelo grupo de locutores: Ariel Haller, Cláudia Maciel e Wander Pavão, da Central Única de Favelas do Distrito Federal (CUFA-DF) que é transmitida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que opera a Rede Nacional AM 980 KHZ. “A idéia foi dar espaço a questões que normalmente estão fora dos veículos de comunicação comerciais, pois, tem muito movimento importante de organizações juvenis, culturais e educacionais que são de certa forma, invisíveis para o grande público porque não é de interesse da mídia comercial. acrescenta a repórter Claúdia.

No ar desde 2009, o programa Ação Periferia surgiu a partir de parcerias realizado entre a Central Única de Favelas (CUFA-DF) e a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) colocando em prática misturas musicais, diversidade cultural dos estados é um espaço para a mostra de novos talentos da comunidade. Wander Pavão, um dos apresentadores do Ação Periferia, conta que o programa procura divulgar noticiários, desde festivais de música a encontros de cinema e teatro em geral, tudo que esteja ligado a juventude e a outros segmentos culturais que sejam de interesse da comunidade, para que chegue com qualidade ao ouvinte.

 “Na seqüência do programa tocamos muitas vertentes do rap nacional: gangstar, underground, pop, gospel e cultura hip hop. Esse trabalho está tendo uma repercusão muito boa, nossa programação está chegando também até as pessoas que não são fãs de rap, mas que passam a reconhecer o ritmo após ouvirem o rap misturado a algum ritmo que lhes agradam,” diz, o locutor.

A produtora responsável pelo noticiário do programa, Cláudia Maciel, conta que a modalidade musical do rap brasileiro e muito “Observamos que o rap é tratado como um movimento social por ser vinculado ao social, porém é necessário observar que também é uma música. E ainda é uma cultura da periferia. Costumamos dizer que ocorre uma troca de informações dentro da Ação Periferia, o centro escuta o que a periferia gosta, precisa, sente. E a periferia também recebe do centro informações relevantes para a gestão dela.”

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