Literatura clandestina

 
Marla também é autora do livro “Flores de Dentro”

 

Marla de Queiroz é uma jornalista que é privilegiada com o dom das palvras. E é através do seu blog transformár-la que divide com os internautas seus textos poéticos, prosas e versos

Elsânia Estácio

“Ser escritora, além de muitas outras coisas, é ser muito solitário e ter uma inquietação existencial constante que é canalizada para a arte”. A definição é de Marla de Queiroz, escritora, poeta, jornalista e redatora e, antes de tudo, uma incansável admiradora de licenças poéticas, prosa, poesia e versos. Nasceu e morou em Brasília por 26 anos, cursou filosofia na Universidade de Brasília (UnB), mas, largou o curso no último semestre e se mudou para o Rio de Janeiro (RJ), onde se formou em jornalismo. É criadora do blog: TransFLORmar-la, seu meio de comunicação com os amantes da literatura e poesia.

Através do blog, Marla passou da internet para o impresso, escreveu e publicou o livro “Flores de Dentro” (Editora Multifoco- Rio de Janeiro-RJ, 2008). A obra fala de relacionamentos em forma de prosa poética e poesia. “A repercussão que a minha poesia teve, e tem não me dá vaidade. Ela só me diz da minha responsabilidade e respeito que preciso ter com as palavras. Se a minha poesia sou eu, é preciso que eu me melhore pra que ela continue sendo honesta,” completou a escritora.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista que a escritora concedeu ao Na Prática.

Na Prática – Quando decidiu escrever? E o interesse pela literatura?
Marla de Queiroz – Comecei escrevendo diários desde os 10 ou 11 anos… Ainda os tenho. Não imaginava que um dia seria escritora. Lembro que nas aulas de literatura eu era das poucas alunas que gostava de ler os clássicos que os professores mandavam. Mas comecei gostando ao ler Brida, do Paulo Coelho.

NP- Como foi o início de Marla de Queiroz na literatura?
MQ – Eu comecei a me profissionalizar na escrita lá pelos 17 anos e mostrava pra alguns amigos. Meus textos eram muito elogiados, mas eu ainda era insegura sobre eles. Um dia, uma amiga fez um blog pra mim e me mandou um e-mail com a senha e uma frase “você tem que compartilhar teus escritos com o mundo”.

NP- Como foi à escolha do nome do seu blog?  Há algum texto postado no blog da qual você mais goste?
MQ – O nome do blog inicial era doida de marluquices… Mas eu amadureci e pedi sugestões. Aí nasceu o transFLORmar-la: http://www.doidademarluquices.blogspot.com. É difícil dizer… São mais de 500 posts. Posso dizer que gosto mais de uns 20.

 NP- Fale um pouco sobre a sua obra “Flores de Dentro”. Como surgiu a ideia inicial para a criação desta obra? Qual é o segredo para conseguir escrever um bom livro?
MQ – Eu tinha um caso afetivo com um poeta e passei a produzir muito. Ele falava sempre em publicações. Um dia a multifoco se ofereceu pra publicar uma seleção que eu tinha feito e aceitei. “Flores de Dentro” é dividido em quatro capítulos: prosa poética e poesia, além de uns haicais… Não existe segredo. A poesia toca ou não toca.

NP- Em relação às editoras, você acredita que finalmente estão deixando um pouco de lado os escritores internacionais e se voltando para os nacionais?

 MQ – Ainda é muito difícil um autor contemporâneo conseguir publicar numa editora grande. Elas preferem reeditar autores antigos. 

NP- Você participa de mesas redondas e bienais de literatura? O que acha desses eventos?
MQ – Ainda não. Já me apresentei no SESI-RJ e participo de eventos semanais de literatura, mas são eventos informais.

NP- O que você espera da literatura? Existem novos projetos em pauta?
MQ – Espero que as pessoas leiam mais e que cobrem das editoras lançamentos de autores jovens. Uma peça sendo ensaiada, MATRIOSKA, e um segundo livro pronto de prosa poética esperando uma boa editora.

NP- Sobre seus trabalhos: O blog “Tranformár-la” e o livro “Flores de Dentro” . Qual a importância deles para você? O que significa ser escritora?
MQ – A minha escrita é totalmente intuitiva. Ser escritora, além de muitas outras coisas, é ser muito solitário e ter uma inquietação existencial constante que é canalizada para a arte.

Perguntinhas rápidas:

Um livro? Grande Sertão: Veredas
Um autor (a)? Guimarães Rosa
Um ator ou atriz? Marco Nanini
Um filme? São muitos. CINEMA PARADISO
Um dia especial? Hoje.

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